domingo, 8 de abril de 2012

O QUE É VERDADE E MENTIRA NA PÁSCOA?

          “E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. E, congregados eles com os anciãos, e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, Dizendo: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. E, se isto chegar a ser ouvido pelo presidente, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado este dito entre os judeus, até ao dia de hoje”. Mateus 28:11-15. 
          O Próprio Jesus declara, que o “o diabo é o deus desse século”, isto é, ele tem o controle de milhares de vidas. E por esse motivo, tem tentado há centenas de ano impedir que o mundo conheça a verdadeira história de Jesus. 
       Veja como ele age de forma sorrateira e satânica em milhares de mentes: no Natal comemoramos o nascimento de Jesus; o diabo para desvirtuar a atenção central do natal, inventou a imagem de um “homem velho, gordo” e trás em seus trajes a propaganda de venda de um dos maiores produtos vendidos. As pessoas acabam esquecendo o sentindo de comemorarmos o natal. Na páscoa não é diferente, lembramos da morte e sacrifício de Jesus na Cruz do calvário; uma data que deveríamos lembrar, com grande alegria, e ao mesmo tempo com sentimento de contrição e reflexão. Mas, o diabo mais uma vez tentando tirar a atenção, propósito e objetivo da páscoa, inventou a imagem de um “coelho de páscoa”; que não tem nada vê com o sacrifício de Jesus na Cruz. E para piorar a mentira, coloca a imagem de “ovos de páscoa”, e milhares de pessoas esquecem do que Jesus fez pelas suas vidas, e famílias; e começam a correria para as lojas atrás dos “benditos ovos de páscoa”. Veja que o espírito demoníaco que iniciou o trabalho de esconder a Verdadeira história da páscoa, continua operando e atuando hoje, em mentes e vidas; “... e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, Dizendo: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram...” Tentam esconder que Jesus era o Filho de Deus. Não tenho duvida em afirmar que o mesmo espírito está atuando em nossos dias, buscando esconder que Jesus continua vivo em nosso meio, operando, curando, salvando, libertando, restaurando. 
          Nós sabemos que a Páscoa é Jesus se entregando para criar uma nova época na história da humanidade; Sua morte causou mudanças no céu e inferno. Ninguém pode mudar a verdade declarada pelo céu: “porque procurais entre os mortos, aquele que vive”. Jesus está em nosso meio, agindo como agia; agora, de forma poderosa e gloriosa. A Páscoa é deixar Jesus entrar e controlar toda a minha vida; deixa-lo conduzir a minha vida, minha família, meus negócios, meu casamento, etc. Deixe, nessa páscoa, Jesus entrar em sua vida.

(Pr. Obadias)

domingo, 1 de abril de 2012

As Coisas Boas de Deus

Texto:  “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (Sl 23.1).

Introdução:
Como é agradável uma boa viagem, uma boa recuperação física, uma boa refeição, um bom descanso, uma boa notícia, um bom amigo, um bom conselho.

1. Deus pensa coisas boas a nosso respeito 
“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jr 29.11).
a. Deus está, através do profeta, dando ao seu povo uma palavra de ânimo numa hora difícil. Este texto bíblico está inserido no conteúdo da carta que Jeremias enviou a um grupo de exilados judeus na Babilônia.
b. O que Deus está pensando, planejando, a nosso respeito, é o melhor. O diabo tem procurado muitas vezes dizer ao contrário, todavia podemos estar seguros de uma coisa: Deus pensa, planeja o melhor para nós. Foi assim quando o homem pecou. Deus planejou lá no Éden a nossa redenção em Cristo Jesus – “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15).
c. Quem sabe você está vivendo o seu momento de exílio, de cativeiro, de desânimo, de lutas. Saiba que, ainda que a isto esteja acostumado, Deus está pensando algo bom, lindo, maravilhoso a seu respeito.

2. Deus prepara coisas boas para nós.
“mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Co 2.9).
a. “Preparas-me uma mesa...” (Sl 23.5).
b. “Vinde porque tudo já está preparado” (Lc 14.17).
c. “Vou preparar-vos lugar” (Jo 14.2).
O que Deus tem preparado são coisas que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e nem subiram ao nosso coração.

3. Deus nos dá boas coisas.
“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” (Mt 7.11).
a. Jesus está usando a figura do Pai em relação ao filho para mostrar o interesse de Deus em nos dar as coisas boas.
b. quantas coisas boas Deus tem para nos dar: sua paz, sua graça, seu amor, sua força, sua proteção, seu alento, sua esperança, sua vida.
c. As mãos de Deus estão cheias e estendidas para nós, e, com grande amor, ele nos diz: filho meu, quero abençoar você. Não precisamos viver de migalhas, Deus tem muitas coisas boas para nos dar. Ele quer nos abençoar com toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo nas regiões celestes – “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo” (Ef 1.3).

Conclusão: Tudo o que temos de fazer é nos achegarmos a Deus e nos apropriarmos de tudo o que é nosso em Cristo Jesus.
Messias Anacleto Rosa


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O NATAL

PROVAS NA HISTÓRIA E NA BÍBLIA.

     Enciclopédia Católica (edição de 1911): "A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentravam na festa do Natal".
     Orígenes, um dos chamados pais da Igreja (ver mesma enciclopédia acima): "... não vemos nas Escrituras ninguém que haja celebrado uma festa ou celebrado um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram neste mundo".
     Autoridades históricas demonstram que, durante os primeiros 3 séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa só começou a ser introduzida após o início da formação daquele sistema que hoje é conhecido como Igreja Romana (isto é, no século 4o). Somente no século 5o foi oficialmente ordenado que o Natal fosse observado para sempre, como festa cristã, no mesmo dia da secular festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo.
     Se fosse da vontade de Deus que guardássemos e celebrássemos o aniversário do NASCIMENTO de Jesus Cristo, Ele não haveria ocultado sua data exata, nem nos deixaria sem nenhuma menção a esta comemoração, em toda a Bíblia. Ao invés de envolvermo-nos numa festa de origem não encontrada na Bíblia mas somente no paganismo, somos ordenados a adorar Deus, a relembrar biblicamente a MORTE do nosso Salvador, e a biblicamente pregar esta MORTE e seu significado, a vitoriosa RESSURREIÇÃO do nosso Salvador, Sua próxima VINDA gloriosa, sua mensagem de SALVAÇÃO para os que crêem verdadeiramente e PERDIÇÃO para os não crentes verdadeiros.


1. JESUS NÃO NASCEU EM 25 DE DEZEMBRO

     Quando Ele nasceu "... havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho."  (Lucas 2:8). Isto jamais pôde acontecer na Judéia durante o mês de dezembro: os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de outubro e [ainda mais à noite] os abrigavam para protegê-los do inverno que se aproximava, tempo frio e de muitas chuvas (Adam Clark Commentary, vol. 5, página 370). A Bíblia mesmo prova, em Cant 2:1 e Esd 10:9,13, que o inverno era época de chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos durante as frígidas noite, no campo. É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para a época de chuvas e frio (Lucas 2:1).


2. COMO ESTA FESTA SE INTRODUZIU NAS IGREJAS?

     The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso, de Schaff-Herzog) explica claramente em seu artigo sobre o Natal:
"Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve origem na pagã Brumália (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17 a 24 de dezembro) e comemorava o nascimento do deus sol, no dia mais curto do ano.
     As festividades pagãs de Saturnália e Brumália estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidos pela influência cristã. Essas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade pagã.
     Recordemos que o mundo romano havia sido pagão. Antes do século 4o os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos.      Porém, com a vinda do imperador Constantino (no século 4o) que se declarou cristão, elevando o cristianismo a um nível de igualdade com o paganismo, o mundo romano começou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos somaram a centenas de milhares.
     Tenhamos em conta que esta gente havia sido educada nos costumes pagãos, sendo o principal aquela festa idólatra de 25 de dezembro. Era uma festa de alegria [carnal] muito especial. Agradava ao povo! Não queriam suprimi-la."
     O artigo já citado da "The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge" revela como Constantino e a influência do maniqueísmo (que identificava o Filho de Deus com o sol) levaram aqueles pagãos do século 4o (que tinham [pseudamente] se "convertido em massa" ao [pseudo] "cristianismo") a adaptarem a sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando-lhe o título de dia do natal do Filho de Deus.
     Assim foi como o Natal se introduziu em nosso mundo ocidental! Ainda que tenha outro nome, continua sendo, em espírito, a festa pagã de culto ao sol. Apenas mudou o nome. Podemos chamar de leão a uma lebre, mas por isto ela não deixará de ser lebre.
     A Enciclopédia Britânica diz:
"A partir do ano 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de janeiro para 25 de dezembro a festa que até então era chamada de Mitraica, o aniversário do invencível sol... os sírios e os armênios idólatras e adoradores do sol, apegando-se à data de 6 de janeiro, acusavam os romanos, sustentando que a festa de 25 de dezembro havia sido inventada pelos discípulos de Cerinto."


3. A VERDADEIRA ORIGEM DO NATAL

     O Natal é uma das principais tradições do sistema corrupto chamado Babilônia, fundado por Nimrode, neto de Cam, filho de Noé. O nome Nimrode se deriva da palavra "marad", que significa "rebelar". Nimrode foi poderoso caçador CONTRA Deus (Gn 10:9). Para combater a ordem de espalhar-se:
- criou a instituição de ajuntamentos (cidades);
- construiu a torre de Babel (a Babilônia original) como um quádruplo desafio a Deus (ajuntamento, tocar aos céus, fama eterna, adoração aos astros);
- fundou Nínive e muitas outras cidades;
- organizou o primeiro reino deste mundo.
     A Babilônia é um sistema organizado de impérios e governos humanos, de explorações econômicas, e de todos os matizes de idolatria e ocultismo.
     Nimrode era tão pervertido que, segundo escritos, casou-se com sua própria mãe, cujo nome era Semiramis. Depois de prematuramente morto, sua mãe-esposa propagou a perversa doutrina da reencarnação de Nimrode em seu filho Tamuz. Ela declarou que, em cada aniversário de seu natal (nascimento), Nimrode desejaria presentes em uma árvore. A data de seu nascimento era 25 de dezembro.  Aqui está a verdadeira origem da árvore de Natal.
     Semiramis se converteu na "rainha do céu" e Nimrode, sob diversos nomes, se tornou o "divino filho do céu". Depois de várias gerações desta adoração idólatra, Nimrode também se tornou um falso messias, filho de Baal, o deus-sol. Neste falso sistema babilônico, a mãe e o filho (Semiramis e Nimrode encarnado em seu filho Tamuz) se converteram nos principais objetos de adoração. Esta veneração de "a Madona e Seu Filho" (o par "mãe influente + filho poderoso e obediente à mãe") se estendeu por todo o mundo, com variação de nomes segundo os países e línguas. Por surpreendentemente que pareça, encontramos o equivalente da "Madona", da Mariolatria, muito antes do nascimento de Jesus Cristo!
     Nos séculos 4o e 5o os pagãos do mundo romano se "converteram" em massa ao "cristianismo", levando consigo suas antigas crenças e costumes pagãos, dissimulando-os sob nome cristãos. Foi quando se popularizou também a idéia de "a Madona e Seu Filho", especialmente na época do Natal. Os cartões de Natal, as decorações e as cenas do presépio refletem este mesmo tema.
     A verdadeira origem do Natal está na antiga Babilônia. Está envolvida na apostasia organizada que tem mantido o mundo no engano desde há muitos séculos! No Egito sempre se creu que o filho de Ísis (nome egípcio da "rainha do céu") nasceu em 25 de dezembro. Os pagãos em todo o mundo conhecido já celebravam esta data séculos antes do nascimento de Cristo.
     Jesus, o verdadeiro Messias, não nasceu em 25 de dezembro. Os apóstolos e a igreja primitiva jamais celebraram o natalício de Cristo. Nem nessa data nem em nenhuma outra. Não existe na Bíblia ordem nem instrução alguma para fazê-lo. Porém, existe, sim, a ordem de atentarmos bem e lembrarmos sempre a Sua MORTE (1Co 11:24-26; Joã 13:14-17).


4. OUTROS COSTUMES PAGÃOS, NO NATAL: GUIRLANDA, VELAS, PAPAI NOEL

      A GUIRLANDA (coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas) que enfeita as portas de tantos lares é de origem pagã. Dela disse Frederick J. Haskins em seu livro "Answer to Questions" (Respostas a Algumas Perguntas): "[A guirlanda] remonta aos costumes pagãos de adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do [atual] Natal. A árvore de Natal vem do Egito e sua origem é anterior à era Cristã."
     Também as VELAS, símbolo tradicional do Natal, são uma velha tradição pagã, pois se acendiam ao ocaso para reanimar ao deus sol, quando este se extinguia para dar lugar à  noite.
     PAPAI NOEL é lenda baseada em Nicolau, bispo católico do século 5o. A Enciclopédia Britânica, 11ª edição, vol. 19, páginas 648-649, diz: "São Nicolau, o bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro... conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre... deu origem ao costume de dar em secreto na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data que depois foi transferida para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau..."
     Os pais castigam a seus filhos por dizerem mentiras. Porém, ao chegar o Natal, eles mesmos se encarregam de contar-lhes a mentira de "Papai-Noel", dos "Reis Magos" e do "Menino Deus"! Por isso não é de se estranhar que, ao chegarem à idade adulta, também creiam que Deus é um mero mito.      -      Certo menino, sentindo-se tristemente desiludido ao conhecer a verdade acerca de Papai Noel, comentou a um amiguinho:"Sim, também vou me informar acerca do tal Jesus Cristo!"      -     É cristão ensinar às crianças mitos e mentiras? Deus disse: "... nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um  com o seu próximo;"  (Lev 19:11). Ainda que à mente humana pareça bem e justificado, Deus, porém, disse: "Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte."  (Prov 16:25).
     Estudados os fatos, vemos com assombro que o costume de celebrar o Natal, em realidade, não é costume cristão mas, sim, pagão. Ele constitui um dos caminhos da Babilônia no qual o mundo tem caído!


5. O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE A ÁRVORE DE NATAL?

     As falsas religiões sempre utilizaram a madeira, bem como as árvores, com fins de idolatria:
"Sacrificam sobre os cumes dos montes, e queimam incenso sobre os outeiros, debaixo do carvalho, e do álamo, e do olmeiro, porque é boa a sua sombra; por isso vossas filhas se prostituem, e as vossas noras adulteram."  (Os 4:13)
"Não plantarás nenhuma árvore junto ao altar do SENHOR teu Deus, que fizeres para ti."  (Deut 16:21)
     Essas árvores ou pedaços de madeira serviam para adoração e culto doméstico. O pinheiro – símbolo natalino – possui a mesma conotação.


6. É BÍBLICA A TROCA DE PRESENTES?

     Biblioteca Sacra, vol. 12, páginas 153-155: "A troca de presentes entre amigos é característico tanto do Natal como da Saturnália, e os cristãos seguramente a copiaram dos pagãos, como o demonstra com clareza o conselho de Tertuliano".
     O costume de trocar presentes com amigos e parentes durante a época natalina não tem absolutamente nada a ver com o cristianismo! Ele não celebra o nascimento de Jesus Cristo nem O honra! (Suponhamos que alguma pessoa que você estima está aniversariando. Você a honraria comprando presentes para os seus próprios amigos??... Omitiria a pessoa a quem deveria honrar??... Não parece absurdo deste ponto de vista?!...)
     Contudo, isto é precisamente o que as pessoas fazem em todo o mundo. Observam um dia em que Cristo não nasceu, gastando muito dinheiro em presentes para parentes e amigos. Porém, anos de experiência nos ensinam que os cristãos confessos se esquecem de dar o que deviam, a Cristo e a Sua obra, no mês de dezembro. Este é o mês em que mais sofre a obra de Deus. Aparentemente as pessoas estão tão ocupadas trocando presentes natalinos que não se lembram de Cristo nem de Sua obra. Depois, durante janeiro a fevereiro, tratam de recuperar tudo o que gastaram no Natal, de modo que muitos, no que se refere ao apoio que dão a Cristo e Sua obra, não voltam à normalidade até março.
     Vejamos o que diz a Bíblia em Mateus 2:1,11 com respeito aos presentes que levaram os magos quando Jesus nasceu:
     "E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magoS vieram do oriente a Jerusalém, ... E, entrando na CASA, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, O adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-LHE dádivas: ouro, incenso e mirra."


7. POR QUE OS MAGOS LEVARAM PRESENTES A CRISTO?

     Por ser o dia de seu nascimento? De maneira nenhuma! Pois eles chegaram muitas semanas ou meses depois do seu nascimento (Mt 2:16). Ao contrário do que mostram os presépios, Jesus já estava numa casa, não numa estrebaria.
     Então, os magos deram presentes uns aos outros para deixar-nos exemplo a ser imitado? Não! Eles não trocaram nenhum presente com seus amigos e familiares, nem entre si mesmos, mas sim presentearam unicamente a CRISTO.
     Por que? O mencionado comentário bíblico de Adan Clarke, vol. 5, pg.46, diz: "Versículo 11 ("ofereceram-lhe presentes"). No Oriente não se costuma entrar na presença de reis ou pessoas importantes com as mãos vazias. Este costume ocorre com freqüência no Velho Testamento e ainda persiste no Oriente e em algumas ilhas do Pacífico Sul."
     Aí está! Os magos não estavam instituindo um novo costume cristão de troca-troca de presentes para honrar o nascimento de Jesus Cristo! Procederam de acordo com um antigo costume Oriental que consistia em levar presentes ao rei ao apresentarem-se a ele. Eles foram pessoalmente à presença do Rei dos Judeus. Portanto, levaram oferendas, da mesma maneira que a rainha de Sabá levou a Salomão, e assim como levam aqueles que hoje visitam um chefe de estado.
     O costume de trocas de presentes de Natal nada tem a ver com o nascimento do Cristo de Deus, é apenas a continuação de um costume pagão.


8. UM "NATAL CORRIGIDAMENTE CRISTÃO"  PODERIA REALMENTE HONRAR A CRISTO?

     Há pessoas que insistem em que, apesar das raízes do Natal estarem no paganismo, agora elas não observam o Natal para honrarem um falso deus, o deus sol, senão para honrarem a Jesus Cristo. Mas diz Deus:
"Guarda-te, que não te enlaces seguindo-as, ...; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: 'Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu.'    Assim não farás ao SENHOR teu Deus; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e que Ele odeia, fizeram eles a seus deuses; ...".  (Deut 12:30-31)
"Assim diz o SENHOR: 'Não aprendais o caminho dos gentios, ...    Porque os costumes dos povos são vaidade; ...'" (Jr 10:2-3).
     Deus disse-nos claramente que não aceitará este tipo de adoração: ainda que tenha hoje a intenção de honrá-Lo, teve origem pagã e, como tal, é abominável e honra não a Ele mas sim aos falsos deuses pagãos.
     Deus não quer que O honremos "como nos orienta a nossa própria consciência":
"Deus é Espírito; e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade". (Joã 4.24).
     O que é a verdade? Jesus disse que a Sua palavra, a Bíblia, é a verdade (Joã 17:17).  E a Bíblia diz que Deus não aceitará o culto de pessoas que, querendo honrar a Cristo, adotem um costume pagão:
"Mas em vão me adoram, ensinando doutrina que são preceitos dos homens." (Mt 15:9).
     A comemoração do Natal é um mandamento (uma tradição) de homens e isto não agrada a Deus.
"E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus" (Mat 15:6)."Assim não farás ao SENHOR teu Deus; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses..."  (Deut 12:31)

     Não podemos honrar e agradar a Deus com elementos de celebrações pagãs!


9. ESTAMOS NA BABILÔNIA, SEM O SABERMOS

     Nem precisamos elaborar: quem pode deixar de ver nauseabundos comercialismo, idolatria, e contemporização, por trás do "Natal"?... E que diz Deus? Devemos "adaptar e corrigir o erro"? Ou devemos praticar "tolerância zero, separação total"?
"Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas." (Ap 18:4)


10. AFINAL, A BÍBLIA MOSTRA QUANDO NASCEU JESUS?

     Jesus Cristo nasceu na festa dos Tabernáculos, a qual acontecia a cada ano, no final do 7º mês (Iterem) do calendário judaico, que corresponde [mais ou menos, pois o calendário deles é lunar-solar, o nosso é solar] ao mês de setembro do nosso calendário. A festa dos Tabernáculos (ou das Cabanas) significava Deus habitando com o Seu povo. Foi instituída por Deus como memorial, para que o povo de Israel se lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto, dias em que o Senhor habitou no Tabernáculo no meio de Seu povo (Lev 23:39-44; Nee 8:13-18 ).
     Em João 1:14 ("E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."vemos que o Verbo (Cristo) habitou entre nós. Esta palavra no grego é skenoo = tabernáculo. Devemos ler "E o Verbo se fez carne, e TABERNACULOU entre nós, e...". A festa dos Tabernáculos cumpriu-se em Jesus Cristo, o Emanuel (Isa 7:14)  que significa"Deus conosco". Em Cristo se cumpriu não apenas a festa dos Tabernáculos, mas também a festa da Páscoa, na Sua morte  (Mat. 26:2; 1Cor 5:7), e a festa do Pentecostes, quando Cristo imergiu dentro do Espírito Santo a todos os que haveriam de ser salvos na dispensação da igreja (Atos 2:1).
     Vejamos nas Escrituras alguns detalhes que nos ajudarão a situar cronologicamente o nascimento de Jesus:

·        Os levitas eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 1/24 = 15 dias, 2 vezes ao ano. Os números estão arredondados, pois 24 turnos x 15 dias = 360 dias =/= 365,2422 dias = 1 ano. Durante os sábados especiais, todos os turnos ministravam juntamente; 1Cr 24:1-19.
·        O oitavo turno pertencia a Abias (1Cr 24:10).
·        O primeiro turno iniciava-se com o primeiro mês do ano judaico – mês de Abibe. Êxo 12:1-2; 13:4; Deut 16:1; Ex 13:4.
·        Usualmente havia 12 meses, alguns deles com 29 dias, outros com 30 dias, totalizando apenas 12 x 29,5 = 354 dias, ficando faltando 11,2422 dias para o ano solar. A cada 3 ou anos a distorção entre este calendário e o solar era corrigida através da introdução do mês de Adar II.
Temos a seguinte correspondência:
Mês (número)
Mês (nome, em Hebraico)
Turnos
Referências
1
Abibe ou Nissan
= março / abril
1 e 2
Êxo 13:4 Ester 3:7
2
Zive = abril / maio
3 e 4
1Re 6:13
3
Sivan = maio / junho
5 e 6
Est 8:9
4
Tamuz = junho / julho
7 e 8 (Abias)
Jer 39:2; Zac 8:19
5
Abe = julho / agosto
9 e 10
Núm 33:38
6
Elul: agosto / setembro
11 e 12
Nee 6:15
7
Etenim ou Tisri
= setembro / outubro
13 e 14
1Rs 8:2
8
Bul ou Cheshvan
= outubro / novembro
15 e 16
1Rs 6:38
9
Kisleu
= novembro / dezembro
17 e 18
Esd 10:9; Zac 7:
10
Tebete = dezembro / janeiro
19 e 20
Est 2:16
11
Sebate = janeiro / fevereiro
21 e 22
Zac 1:7
12
Adar = fevereiro / março
23 e 24
Est 3:7
     Zacarias, pai de João Batista, era sacerdote e ministrava no templo durante o "turno de Abias" (Tamuz, i.é, junho / julho) (Luc 1:5,8,9). 
     Terminado o seu turno voltou para casa e (conforme a promessa que Deus lhe fez) sua esposa Isabel, que era estéril, concebeu João Batista (Luc 1:23-24) no final do mês Tamus (junho / julho) ou início do mês Abe (julho / agosto). 
     Jesus foi concebido 6 meses depois (Luc 1:24-38), no fim de Tebete (dezembro / janeiro) ou início de Sebate (janeiro / fevereiro). 
     Nove meses depois, no final de Etenim (que cai em setembro e/ou outubro), mês em que os judeus comemoravam a Festa dos Tabernáculos, Deus veio habitar, veio tabernacular conosco. Nasceu Jesus, o Emanuel ("Deus conosco").



Em 1999, Hélio de M. Silva adaptou (excluiu/adicionou/modificou) algumas poucas palavras e até parágrafos de um estudo que estava em 18 sites de língua portuguesa, nenhum dando o nome do autor, mas parecendo ser tradução/adaptação do livreto "The Plain Truth About Christmas", publicado em 195x pela Worlwide Church of God (Armstrongnianismo melhorado?)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Onde se deve adorar?

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.”  João 4:23.

                A passagem acima referida é muito conhecida em meio aos cristãos. Jesus estava saindo da Judéia em direção à Galiléia e foi-lhe necessário passar pela Samaria e chegou-se a Sicar. Lembre-se que os judeus não se comunicam com os samaritanos e de homens, geralmente, não falavam com mulheres. Ocorre, então, todo um diálogo de Jesus com aquela samaritana. Depois de Jesus se identificar como água viva, e de dizer aquela mulher tudo o que ela tinha feito na vida, ela o identificou como o Cristo.
               
                Mas antes dessa mudança de atitude na vida daquela samaritana, ela quis usar de uma evasiva para fugir ao diálogo com Jesus que dava conta de sua vida pregressa. Ela tentava “tapar o sol com a peneira” e fingia para si mesma que vivia uma vida correta, e quando Jesus puxa o fio desta meada, ela busca uma escapatória para não tirar a venda de seus próprios olhos. Existem pessoas que procuram subterfúgios para não viver uma vida de profunda e total entrega a Deus.

                Entretanto, o Mestre se utiliza desse discurso de fuga para ensinar uma lição para aqueles que querem ter o seu coração verdadeiramente derramado no altar de Deus. Ele diz: “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade”.  Os Samaritanos acreditavam em Deus, os Judeus também acreditavam em Deus. Mas por conta do litígio entre judeus (que se achavam uma raça pura) e samaritanos (que os judeus julgavam como sub-raça por terem se misturado com outros povos), eles não sabiam a verdade sobre a forma de adorar a Deus. Para os Samaritanos o lugar de adoração era o monte Geresin e para os Judeus era o templo em Jerusalém. Uns achavam que estavam certos e os outros também. É como se dissessem: A minha religião é a certa, não, é a minha. Afinal de contas qual a religião certa? Esse é um problema espiritual. Era um dos problemas da mulher Samaritana. Mas Jesus a ajudou resolver esta questão dando-lhe toda a orientação necessária. “A hora vem e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é espírito e importa que os que o adoram, o adorem em espírito e em verdade.”

                Estivemos em Jerusalém e pudemos contemplar a verdadeira veneração que o povo judeu tem em ralação ao templo. Hoje o templo já não existe mais, mas para o judeu, ele tem que fazer suas oração e devoções no lugar que mais se aproxima do antigo templo e é por isso que eles buscam no muro das lamentações o lugar mais perto do templo para fazerem suas devocionais. E Jesus, antes da destruição do templo por volta do ano 70 da nossa era, disse aquela mulher: “Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.” João 4:21. Aqui Ele estava dizendo a ela que o tempo de adoração no monte ou no templo acabaria. A aliança seria outra.

                Estivemos no lugar onde Deus distribuiu o Espírito Santo pela primeira vez sobre toda carne. O lugar onde os discípulos estavam reunidos aguardando a promessa. A partir daquele momento, o lugar de adoração passou a ser no templo do nosso corpo.

                Infelizmente, ainda hoje vemos pessoas buscando lugares para “adorar” a Deus. Vigília de fogo no monte (nada contra), aquela irmãzinha do reteté, igreja fulana de tal do poder, o pastor, o bispo ou o apóstolo milagreiro, muro disso ou daquilo, ministram louvores no templo como se fossem as pessoas mais santas que esse mundo já viu...  e muitas vezes essa atitude é só para que os outros vejam. É só para justificar qualquer coisa. Ora, chegou a hora em que Deus está buscando os adoradores que o adorem em espírito e em verdade. O templo do Espírito Santo é você e sou eu. Quando a Arca da Aliança ficou na casa de Obede-Edon, por três meses, tudo naquele lugar prosperou ao ponto de Davi mandar buscá-la: “E ficou a arca do SENHOR em casa de Obede-Edom, o giteu, três meses; e abençoou o SENHOR a Obede-Edom, e a toda a sua casa. Então avisaram a Davi, dizendo: Abençoou o SENHOR a casa de Obede-Edom, e tudo quanto tem, por causa da arca de Deus; foi pois Davi, e trouxe a arca de Deus para cima, da casa de Obede-Edom, à cidade de Davi, com alegria.” 2 Samuel 6:11-12.

                Hoje, quando você se consagra a Deus vivendo uma vida de santidade, você se torna a Arca de Deus. Você carrega a presença de Deus e dá testemunho a todos os que te cercam que o Senhor é o teu Deus, e tudo em que você coloca a sua mão é abençoado.

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.”  João 4:23.




Onde se deve adorar?

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.”  João 4:23.

                A passagem acima referida é muito conhecida em meio aos cristãos. Jesus estava saindo da Judéia em direção à Galiléia e foi-lhe necessário passar pela Samaria e chegou-se a Sicar. Lembre-se que os judeus não se comunicam com os samaritanos e de homens, geralmente, não falavam com mulheres. Ocorre, então, todo um diálogo de Jesus com aquela samaritana. Depois de Jesus se identificar como água viva, e de dizer aquela mulher tudo o que ela tinha feito na vida, ela o identificou como o Cristo.
               
                Mas antes dessa mudança de atitude na vida daquela samaritana, ela quis usar de uma evasiva para fugir ao diálogo com Jesus que dava conta de sua vida pregressa. Ela tentava “tapar o sol com a peneira” e fingia para si mesma que vivia uma vida correta, e quando Jesus puxa o fio desta meada, ela busca uma escapatória para não tirar a venda de seus próprios olhos. Existem pessoas que procuram subterfúgios para não viver uma vida de profunda e total entrega a Deus.

                Entretanto, o Mestre se utiliza desse discurso de fuga para ensinar uma lição para aqueles que querem ter o seu coração verdadeiramente derramado no altar de Deus. Ele diz: “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade”.  Os Samaritanos acreditavam em Deus, os Judeus também acreditavam em Deus. Mas por conta do litígio entre judeus (que se achavam uma raça pura) e samaritanos (que os judeus julgavam como sub-raça por terem se misturado com outros povos), eles não sabiam a verdade sobre a forma de adorar a Deus. Para os Samaritanos o lugar de adoração era o monte Geresin e para os Judeus era o templo em Jerusalém. Uns achavam que estavam certos e os outros também. É como se dissessem: A minha religião é a certa, não, é a minha. Afinal de contas qual a religião certa? Esse é um problema espiritual. Era um dos problemas da mulher Samaritana. Mas Jesus a ajudou resolver esta questão dando-lhe toda a orientação necessária. “A hora vem e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é espírito e importa que os que o adoram, o adorem em espírito e em verdade.”

                Estivemos em Jerusalém e pudemos contemplar a verdadeira veneração que o povo judeu tem em ralação ao templo. Hoje o templo já não existe mais, mas para o judeu, ele tem que fazer suas oração e devoções no lugar que mais se aproxima do antigo templo e é por isso que eles buscam no muro das lamentações o lugar mais perto do templo para fazerem suas devocionais. E Jesus, antes da destruição do templo por volta do ano 70 da nossa era, disse aquela mulher: “Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.” João 4:21. Aqui Ele estava dizendo a ela que o tempo de adoração no monte ou no templo acabaria. A aliança seria outra.

                Estivemos no lugar onde Deus distribuiu o Espírito Santo pela primeira vez sobre toda carne. O lugar onde os discípulos estavam reunidos aguardando a promessa. A partir daquele momento, o lugar de adoração passou a ser no templo do nosso corpo.

                Infelizmente, ainda hoje vemos pessoas buscando lugares para “adorar” a Deus. Vigília de fogo no monte (nada contra), aquela irmãzinha do reteté, igreja fulana de tal do poder, o pastor, o bispo ou o apóstolo milagreiro, muro disso ou daquilo, ministram louvores no templo como se fossem as pessoas mais santas que esse mundo já viu...  e muitas vezes essa atitude é só para que os outros vejam. É só para justificar qualquer coisa. Ora, chegou a hora em que Deus está buscando os adoradores que o adorem em espírito e em verdade. O templo do Espírito Santo é você e sou eu. Quando a Arca da Aliança ficou na casa de Obede-Edon, por três meses, tudo naquele lugar prosperou ao ponto de Davi mandar buscá-la: “E ficou a arca do SENHOR em casa de Obede-Edom, o giteu, três meses; e abençoou o SENHOR a Obede-Edom, e a toda a sua casa. Então avisaram a Davi, dizendo: Abençoou o SENHOR a casa de Obede-Edom, e tudo quanto tem, por causa da arca de Deus; foi pois Davi, e trouxe a arca de Deus para cima, da casa de Obede-Edom, à cidade de Davi, com alegria.” 2 Samuel 6:11-12.

                Hoje, quando você se consagra a Deus vivendo uma vida de santidade, você se torna a Arca de Deus. Você carrega a presença de Deus e dá testemunho a todos os que te cercam que o Senhor é o teu Deus, e tudo em que você coloca a sua mão é abençoado.

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.”  João 4:23.




terça-feira, 15 de novembro de 2011

Decidindo Vencer em Tempos de Crise

Texto: 2 Cr 20.1-22
 
“Depois disso, os moabitas e os amonitas, com alguns dos meunitas, entraram em guerra contra Josafá. Então informaram a Josafá: "Um exército enorme vem contra ti de Edom, do outro lado do mar Morto. Já está em Hazazom-Tamar, isto é, En-Gedi". Alarmado, Josafá decidiu consultar o Senhor e proclamou um jejum em todo o reino de Judá. Reuniu-se, pois, o povo, vindo de todas as cidades de Judá para buscar a ajuda do Senhor. Então Josafá levantou-se na assembléia de Judá e de Jerusalém, no templo do Senhor, na frente do pátio novo, e orou: "Senhor, Deus dos nossos antepassados, não és tu o Deus que está nos céus? Tu governas sobre todos os reinos do mundo. Força e poder estão em tuas mãos, e ninguém pode opor-se a ti. Não és tu o nosso Deus, que expulsaste os habitantes desta terra perante Israel, teu povo, e a deste para sempre aos descendentes de teu amigo Abraão? Eles a têm habitado e nela construíram um santuário em honra do teu nome, dizendo: ‘Se alguma desgraça nos atingir, seja o castigo da espada, seja a peste, seja a fome, nós nos colocaremos em tua presença diante deste templo, pois ele leva o teu nome, e clamaremos a ti em nossa angústia, e tu nos ouvirás e nos salvarás’. "Mas agora, aí estão amonitas, moabitas e habitantes dos montes de Seir, cujos territórios não permitiste que Israel invadisse quando vinha do Egito; por isso os israelitas se desviaram deles e não os destruíram. Vê agora como estão nos retribuindo, ao virem expulsar-nos da terra que nos deste por herança. Ó nosso Deus, não irás tu julgá-los? Pois não temos força para enfrentar esse exército imenso que está nos atacando. Não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos se voltam para ti". Todos os homens de Judá, com suas mulheres e seus filhos, até os de colo, estavam ali de pé, diante do Senhor. Então o Espírito do Senhor veio sobre Jaaziel, filho de Zacarias, neto de Benaia, bisneto de Jeiel e trineto de Matanias, levita e descendente de Asafe, no meio da assembléia. Ele disse: "Escutem, todos os que vivem em Judá e em Jerusalém e o rei Josafá! Assim lhes diz o Senhor: ‘Não tenham medo nem fiquem desanimados por causa desse exército enorme. Pois a batalha não é de vocês, mas de Deus. Amanhã, desçam contra eles. Eles virão pela subida de Ziz, e vocês os encontrarão no fim do vale, em frente do deserto de Jeruel. Vocês não precisarão lutar nessa batalha. Tomem suas posições; permaneçam firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes dará, ó Judá, ó Jerusalém. Não tenham medo nem se desanimem. Saiam para enfrentá-los amanhã, e o Senhor estará com vocês’ ". Josafá prostrou-se, rosto em terra, e todo o povo de Judá e de Jerusalém prostrou-se em adoração perante o Senhor. Então os levitas descendentes dos coatitas e dos coreítas levantaram-se e louvaram o Senhor, o Deus de Israel, em alta voz. De madrugada partiram para o deserto de Tecoa. Quando estavam saindo, Josafá lhes disse: "Escutem-me, Judá e povo de Jerusalém! Tenham fé no Senhor, o seu Deus, e vocês serão sustentados; tenham fé nos profetas dele e vocês terão a vitória".” 2 Crônicas 20:1-20


Introdução
          
          Josafá e toda a nação de Judá estão em grande aperto. A Palavra de Deus nos diz que o rei Josafá “andou no caminho de Asa, seu pai, e não se desviou dele, fazendo o que era reto perante o Senhor” (2 Cr 20.32). No entanto, mesmo um rei como ele, que tomou medidas importantes quanto à justiça e à vida religiosa da nação de Judá (2 Cr 19.4-11), buscando colocar sua vida e a de todo o povo na presença de Deus, teve seus momentos dramáticos, de grandes dificuldades e aperto.
          No texto lido, observamos que esteve diante de situação de medo, insegurança e desespero, quando se viu diante dos exércitos moabitas e amonitas. Apesar disso, ele buscou em Deus a saída e saiu vitorioso.
 

OS PASSOS PARA A VITÓRIA EM TEMPOS DE CRISE.
 

         Sabemos que nesses dias que precedem o fim dos tempos, os exércitos inimigos se levantam contra a Igreja de Jesus, procurando obter vitórias, levando muitos cristãos para situações semelhantes à de Josafá. É provável que estejam sofrendo esses ataques do inimigo (opressão, medo e insegurança), justamente no momento em que procuram acertar suas vidas com o Senhor. É nessa hora que podemos observar as várias formas com que muitas pessoas se portam: uns murmuram, reclamam de Deus por permitir que tais coisas aconteçam, outros, abandonam a fé, a Igreja e seus projetos de permanecerem na presença do Senhor, mas outros, no entanto, buscam uma saída correta, agem como Josafá, que deu alguns passos estratégicos que o conduziram à vitória.
 

1. Josafá reconheceu a sua situação e foi buscar socorro no Senhor (v.1-6).

       A verdade é que há momentos em que até rei tem medo, até crente, cheio do poder, tem medo! É um erro grave não confessar isso diante do Senhor, pois pode sinalizar uma espiritualidade falsa. Confessar a Deus e buscar a solução é uma coisa, viver em função do medo é outra. Como filhos do Deus vivo, não podemos ser paralisados e vencidos pelo medo. Nossos medos, ao contrário, devem nos levar a buscar mais ao Senhor, e jamais fugir dEle ou da batalha, como muitos fazem, abandonando o Senhor, a fé, a Igreja, os amigos.

       Toda crise deve nos levar à confissão, à busca do Senhor, à permanência com o povo de Deus. É preciso parar de murmurar, de reclamar da situação. A solução vem quando nos ajuntamos para buscar no Senhor a saída e a vitória. Na hora da crise é necessário o ajuntamento da família, da célula e do discipulado em jejum e oração diante do Deus de poder e das maravilhas.
 

2. Josafá trouxe à memória as alianças e as promessas de Deus (v. 7-13). 

       A questão não era se Deus tinha se esquecido ou não das Suas palavras, porque isto é impossível (a única coisa de que Deus se esquece é dos nossos pecados confessados e arrependidos). Confessar as alianças e promessas de Deus é para que nos lembremos que Ele tem compromisso conosco e é absolutamente fiel, o que nos fortalece na fé e na esperança.

      A confissão sistemática das alianças e promessas de Deus tem pelo menos dois efeitos tremendos:
1) enchem os céus sobre as nossas cabeças com as sementes de vitória, tirando nossos olhos das circunstâncias e do inimigo, voltando-os para o Senhor; e 
2) são decretos proféticos contra as crises, porque se tornam palavras de ordem contra a voz do inimigo, neutralizando o caos que toda crise quer instalar.
 

3. Josafá se colocou na posição certa, por isso ouviu o consolo e as estratégias do Senhor (v.14-17). 

       Como é bom saber que o Senhor cuida de nós e toma para si as nossas batalhas. Estando com o Senhor, as “nossas” batalhas não são nossas, são dEle. Diz o texto bíblico que eles estavam em jejum, oração, quebrantamento e confissão, “então, veio o Espírito do Senhor… e disse”. Deus nunca deixa de nos responder; o problema é que às vezes não estamos na posição de ouvi-lO.

       Precisamos nos treinar na prática do quebrantamento diante do Senhor, com jejuns, orações e confissões sinceras. Tais coisas nos “limpam” espiritualmente e nos habilitam quanto a ouvirmos a direção de Deus para nossas vidas em muitas situações. É preciso tempos de jejum e orações específicos em família, nas células, nas equipes de discipulado, para que o Deus de maravilhas seja glorificado no meio das adversidades.
 

4. Josafá adorou, obedeceu e provou a vitória (v.18-22). 

       Não basta saber Quem o Senhor é e nem o que Ele pode fazer. É preciso agir! Tomar uma atitude de fé, atitude de vencedor no Senhor! Se o Senhor já falou, só nos resta obedecer, isto é, por em prática Seus conselhos e assumir uma atitude de louvor e adoração. Obediência assim mostra que descansamos n'Ele, em plena crise, porque sabemos que a nossa vitória é certa. Até porque adoração, obediência e fé andam de mãos dadas e são garantia de vitória para os santos de Deus.

        É possível que você esteja passando por alguma crise. Talvez esteja lutando contra as hostes da maldade, enfrentando batalhas ferrenhas a favor do casamento, da família, da célula, do discipulado, das finanças, dos sonhos ministeriais. 
Primeiro, entenda que o inimigo não tem poder para decidir seu futuro; esta decisão é sua e você precisa tomar a decisão de ser vencedor(a);
Segundo, creia que nem toda crise é selo de fracasso, caminho errado ou perda de unção: Josafá estava fazendo tudo certo e a crise bateu na sua porta;
Terceiro, é claro que o Senhor pode nos livrar das adversidades, mas, em geral, quando Ele as permite, é porque Ele quer glorificar o Seu nome no meio delas e nos dar as vitórias mais expressivas de nossas vidas.
 

Conclusão
      
       Siga os passos de Josafá descritos anteriormente e saia vitorioso(a). Mais um detalhe: já lhe ocorreu que talvez o Senhor queira lhe dar mais experiência e maturidade, preparando você para coisas maiores, mais profundas, para conquistar territórios mais amplos?
      
 Fique na paz do Senhor e Shalom!!!


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

UMA SEGUNDA CHANCE

                      “E os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, e o SENHOR os entregou na mão dos filisteus por quarenta anos. E havia um homem de Zorá, da tribo de Dã, cujo nome era Manoá; e sua mulher, sendo estéril, não tinha filhos. E o anjo do SENHOR apareceu a esta mulher, e disse-lhe: Eis que agora és estéril, e nunca tens concebido; porém conceberás, e terás um filho. Agora, pois, guarda-te de beber vinho, ou bebida forte, ou comer coisa imunda. Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus.” Juízes 13:1-5
                Normalmente, as pessoas buscam por algo novo na vida; no coração do ser humano há esse desejo de se realizar; mesmo diante das frustrações e fracassos, muitos querem e buscam uma nova oportunidade na vida.

A cada manhã as misericórdias do Senhor se renovam (Lm. 3:22, 23).
                O Deus que nos dá uma nova oportunidade, que nos dá uma segunda chance, não é um Deus rígido, Inflexível. Ele está sempre disposto a nos conceder uma segunda chance. Deus nunca desiste de nós!
                Mostrarei através da vida de Sansão que Deus é o Deus da segunda chance. Sansão experimentou muito da bondade e longanimidade de Deus.
                Talvez você tenha tropeçado e caído e, quem sabe, hoje esteja gritando por uma segunda chance, por uma nova oportunidade!
                Se sua vida tem sido marcada por erros, quedas e fracassos, não desista! Não coloque um ponto final em sua vida, porque Deus está sempre disposto a lhe dar uma nova oportunidade.

A VIDA DE SANSÃO
                Sansão foi escolhido desde o ventre materno. Um anjo apareceu a seus pais dizendo-lhes que teriam um filho e esse filho seria consagrado a Deus desde o ventre. Seria um nazireu.
                No livro de números, capítulo 6 dos versículos 1 a 8, encontramos três proibições para o nazireu.
E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando um homem ou mulher se tiver separado, fazendo voto de nazireu, para se separar ao SENHOR, De vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá alguma beberagem de uvas; nem uvas frescas nem secas comerá. Todos os dias do seu nazireado não comerá de coisa alguma, que se faz da vinha, desde os caroços até às cascas. Todos os dias do voto do seu nazireado sobre a sua cabeça não passará navalha; até que se cumpram os dias, que se separou ao SENHOR, santo será, deixando crescer livremente o cabelo da sua cabeça. Todos os dias que se separar para o SENHOR não se aproximará do corpo de um morto. Por seu pai, ou por sua mãe, por seu irmão, ou por sua irmã, por eles se não contaminará quando forem mortos; porquanto o nazireado do seu Deus está sobre a sua cabeça. Todos os dias do seu nazireado santo será ao SENHOR. Números 6:1-8
                Aos nazireus era proibido:
                1 – Comer ou beber qualquer produto proveniente da uva;
                2 – Cortar os cabelos e
                3 – Tocar em cadáveres.
                A primeira proibição para o nazireu era e de que ele não deveria comer ou beber qualquer produto proveniente da uva.  Na Bíblia, o vinho simboliza alegria, prazer. Deus determinou que o nazireu não deveria beber vinho, ou seja, era para mostrar que o maior prazer do nazireu, o seu maior deleite, seria a pessoa do Senhor. O nazireu renunciaria todo prazer, todo deleite carnal a fim de consagrar-se inteiramente ao Senhor.
                A segunda proibição na vida do nazireu era que ele não poderia cortar o cabelo. Paulo se refere aos cabelos em 1º Coríntios capitulo 11:10 a 15 da seguinte maneira: “Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos. Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus. Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta? Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido? Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu.”  1 Coríntios 11:10-15. Os homens não poderiam deixar seu cabelo crescer, somente as mulheres é quem deveriam ter madeixas avantajadas. Se por um lado temos a consagração ao Senhor, por outro lado temos que esse ato de entrega a Ele, de consagração absoluta a Deus pode se tornar motivo de vergonha e zombaria por parte de algumas pessoas. Um homem puro, íntegro pode ser motivo de deboche de risadas. E os cabelos cumpridos do nazireu era o sinal mais evidente de sua consagração e simbolizava submissão e obediência a Ele.
                A terceira proibição na vida de um nazireu era que ele não podia tocar em cadáver. Quando uma pessoa é consagrada ao Senhor, ela não pode dar lugar ao pecado (que é a morte espiritual). Ser consagrado ao Senhor, significa rejeitar tudo o que esteja impregnado de morte, significa não tocar em nada que cheira morte, por isso o nazireu não podia tocar em cadáver algum.
                Cuidado! Não escolha caminhos de morte! Não se entregue a morte, ao pecado; fique longe de tudo que possa matá-lo espiritualmente. Isso é tocar em morte, é desagradar o coração do Senhor; é entristecer o Espírito Santo.
                Assim como Sansão, nós também somos nazireus, somos santos consagrados ao Senhor e por causa dessa consagração precisamos rejeitar tudo aquilo que possa nos levar ao pecado.
                A consagração é uma das condições para sermos usados por Deus! A verdadeira consagração traz a unção e a unção do Senhor vem com a comunhão e intimidade com Deus e assim somos fortalecidos no Senhor. O consagrado possui uma força que não vem dele mesmo, mas do próprio Deus. Assim foi com Sansão que só tinha força quando era tomado pelo Espírito Santo que eventualmente o tomava. Para mim, Sansão não era um homem fisicamente forte, mas um homem comum. Mas nós vivemos em outra dispensação, onde o Espírito Santo vive em nós e pode nos usar em todo o tempo. Aleluia! O poder deve ser resultado da unção, mas a unção é resultado da consagração. Para Sansão nazireu, a consagração trazia unção. O inimigo quer destruir nossa consagração, a nosso fonte de força espiritual, a unção do Espírito.
                O diabo sabe que sem a unção não temos poder.

O QUE ACONTECEU COM SANSÃO?
                Juízes, capítulo 14 versos de 1 a 9: “Sansão desceu a Timna e viu ali uma mulher do povo filisteu. Quando voltou para casa, disse a seu pai e a sua mãe: "Vi uma mulher filistéia em Timna; consigam essa mulher para ser minha esposa". Seu pai e sua mãe lhe perguntaram: "Será que não há mulher entre os seus parentes ou entre todo o seu povo? Você tem que ir aos filisteus incircuncisos para conseguir esposa?" Sansão, porém, disse ao pai: "Consiga-a para mim. É ela que me agrada". Seus pais não sabiam que isso vinha do Senhor, que buscava ocasião contra os filisteus; pois naquela época eles dominavam Israel. Sansão foi para Timna com seu pai e sua mãe. Quando se aproximavam das vinhas de Timna, de repente um leão forte veio rugindo na direção dele. O Espírito do Senhor apossou-se de Sansão, e ele, sem nada nas mãos, rasgou o leão como se fosse um cabrito. Mas não contou nem ao pai nem à mãe o que fizera. Então foi conversar com a mulher de quem gostava. Algum tempo depois, quando voltou para casar-se com ela, Sansão saiu do caminho para olhar o cadáver do leão, e nele havia um enxame de abelhas e mel. Tirou o mel com as mãos e o foi comendo pelo caminho. Quando voltou aos seus pais, repartiu com eles o mel, e eles também comeram. Mas não lhes contou que tinha tirado o mel do cadáver do leão.”  Juízes 14:1-9.
                Sansão gostava de ir a lugares que não deveria estar. Mesmo sabendo que não poderia beber vinho ou comer qualquer produto da parreira Sansão passeava pelas vinhas de Timna e se deliciava nas sombras das parreiras. Ele não se contentava em ficar de longe, sempre arrumava uma maneira de passar por perto das parreiras.
                Talvez você esteja vivendo algo parecido, tendo atitudes como as de Sansão. Você sabe que não pode, mas fica passeando por lugares, por situações onde não deveria estar. Você sabe que não pode falar com aquela mulher ou com aquele homem, mas sempre dá um jeito de ficar por perto.
                Não ande por lugares que podem tirá-lo da consagração. Você pode achar que é forte, que não vai ceder, que não vai se entregar, mas existe um ditado popular que diz: “quem brinca com fogo, acaba se queimando!” . A Bíblia diz: “Tudo é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo é permitido", mas nem tudo edifica.” 1 Coríntios 10:23.
                O diabo é muito astuto... Ele não nos conduz diretamente ao pecado... Primeiramente ele nos convence de que não há nada errado em passear entre as parreiras, em sentir o cheiro das uvas. Não é seguro andarmos por lugares onde sabemos que poderemos ceder à tentação. Um antigo pastor da Igreja em que eu era membro dizia: “Quer se ver livre do pecado? Passe longe de sua vizinhança!”
                Sansão matou o leão e depois voltou para vê-lo; ao encontrar a carcaça do leão, viu que havia ali um enxame de abelhas com mel. Sansão era nazireu, ele não podia tocar em cadáver mas ele pegou um favo de mel, o comeu e ainda deu a seus pais que também comeram, porém, não sabiam de onde vinha. Que mal há em comer mel? Mel é bom, é gostoso, mas estava dentro de um leão morto e o nazireu não podia tocar em cadáveres.

O DIABO SEMPRE VAI COLOCAR MEL NO QUE É PROIBIDO
                Assim como dentro do cadáver (lembrar que ao nazireu era proibido tocar em cadáveres) do leão morto por Sansão tinha um favo de mel, o diabo coloca “mel” nas coisas do mundo para atrair você para que veja os programas e novelas da televisão, os mais perversos, acreditando não estar fazendo nada demais. Cuidado com o “mel” que ele coloca, cuidado com os lugares onde o diabo coloca esse “mel”, pois ele que roubar a sua consagração.
                Cair em pecado é um processo, tal como aconteceu com Sansão! Ele progressivamente deu lugar ao diabo, tocando nas coisas que não deveria tocar, quebrando a consagração e isso pode acontecer com qualquer um que brinca com o inimigo. Como já vimos o nazireu não podia tocar em cadáver e, sabendo disso, satanás colocou mel no leão morto para atrair Sansão. Lembre-se: São tantas as situações em que o diabo utiliza o mel para atrair as pessoas ao pecado. Primeiramente Sansão foi caminhar entre as vinhas, depois tocou no mel do leão morto. Mas nada disso foi suficiente para tirar a unção de Sansão, por isso o diabo usou uma mulher para enganá-lo e então cortar seus cabelos e tirar-lhe toda a força que tinha. Sansão se entregou a Dalila, uma filistéia (não há união da luz com as trevas), que por sua vez, após o ter enganado e cortado seus cabelos, o entregou aos filisteus que o aprisionaram, furaram seus olhos e o obrigaram a trabalhar rodando um moinho. “Fazendo-o dormir no seu colo, ela chamou um homem para cortar as sete tranças do cabelo dele, e assim começou a subjugá-lo. E a sua força o deixou. Então ela chamou: "Sansão, os filisteus o estão atacando! "Ele acordou do sono e pensou: "Sairei como antes e me livrarei". Mas não sabia que o Senhor o tinha deixado. Os filisteus o prenderam, furaram os seus olhos e o levaram para Gaza. Prenderam-no com algemas de bronze, e o puseram a girar um moinho na prisão. Mas, logo o cabelo da sua cabeça começou a crescer de novo.” Juízes 16:19-22.
                Quando deixamos de dar ouvidos aos mandamentos do Senhor e passamos e provar do mel que o diabo coloca me lugares para nós proibidos, sofremos fortemente as conseqüências.
                Primeira conseqüência: perdemos o poder de vencer o pecado para subjugar o inimigo; Segunda conseqüência: perdemos a liberdade conquistada; Terceira conseqüência: Perdemos a visão, o discernimento a sensibilidade espiritual. Por fim: perdemos a direção espiritual por causa das cadeias espirituais que nos prendem. A pessoa então passa a andar em círculos, e aquele que anda em círculos não sai do lugar. Sansão perdeu a visão, teve seus olhos furados, ficou girando um moinho fazendo o trabalho de um animal. Mas Deus tem algo diferente para nós!

A SEGUNDA CHANCE
                Em Juízes 16:22 diz: Mas, logo o cabelo da sua cabeça começou a crescer de novo.” No caso de Sansão o cabelo crescer de novo significa unção voltando, força, poder! Nosso Deus é um Deus de milagre. O poder de Deus na vida de Sansão começou a ser restaurado. Ele teve uma vida desregrada, quebrou a consagração, mas Deus é um Deus de restauração. Ele não desiste de nós... Deus não desistiu de você!
                Deus deu a Sansão uma nova oportunidade, diz a palavra que ele clamou ao Senhor e disse: "Ó Soberano Senhor, lembra-te de mim! Ó Deus, eu te suplico, dá-me forças, mais uma vez... " Juízes 16:28ª.
                Deus quer te dar mais uma chance e talvez seja a última como foi para Sansão.
                Sansão teve uma nova chance. Quando ele clamou ao Senhor sua força foi restaurada. Deus restaurou a sua unção! A Palavra diz que Sansão abraçou as duas colunas que sustentavam a casa onde todos os filisteus estavam, fazendo força sobre ela e aquela casa caiu sobre ele e sobre os filisteus, matando-os,. E maior foi o número de mortos por Sansão em sua morte do que os que ele matou em toda sua vida. (Jz. 16:29 e 30).
                Não mate o inimigo e morra junto com ele. Derrote o inimigo e viva! Qual é o teu inimigo? Jamais podemos esquecer que o poder de Deus se manifesta na nossa fraqueza. “Mas ele me disse: "Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim.” 2 Coríntios 12:9.
                Hoje, Deus quer te dar uma segunda chance. Não importa o que você tenha feito, onde você caiu, Ele estende suas mãos para te levantar.
  • Deus quer fazer o teu cabelo crescer;
  • Quer te dar o vinho novo, então se afaste dos prazeres deste mundo;
  • Passe longe da vizinhança do pecado, não toque em cadáveres, se afaste do que cheira a morte.
“Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.”  Apocalipse 3:20.
Deus tem uma segunda chance para te dar. Ele que te restaurar, te curar...
Baseado em mensagem do Pastor Adilson Villar.