domingo, 9 de abril de 2017

Estudo Bíblico para a Páscoa. Tema: O verdadeiro sentido da Páscoa

INTRODUÇÃO: 
Não existe este vocábulo na língua portuguesa; entrou na língua por efeito da linguagem litúrgica da Igreja Católica.
É de origem grega, que por, sua vez, foi tirado do verbo hebraico PASOH que quer dizer “Passar além, passar por cima”.
No hebraico, a palavra descreve a passagem do anjo da morte, quando seriam mortos todos os primogênitos do Egito e poupados os dos israelitas.
I – A PÁSCOA PARA ISRAEL
a) INSTITUIÇÃO – Foi instituída no Egito para comemorar o acontecimento culminante da redenção de Israel. Ex. 12: 14.
b) ELEMENTOS DA PÁSCOA
·         CORDEIRO – Representavam o preço da redenção e libertação de Israel do Egito; o sacrifício.
·         OS PÃES AMOS – Revelavam a pressa com que abandonariam a terra do Egito. A farinha amassada sem ter recebido o fermento, por falta de tempo.
·         ERVAS AMARGAS – Ou alface agreste, recordavam a opressão do Egito, a amargura do cativeiro, além de dar melhor sabor á carne do cordeiro.
·         SANGUE – Representa a expiação.
c) RITUAL DA CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA
·         Deveriam tomar para si o Cordeiro. Ex.12.3
·         A família deveria participar e comer todo o cordeiro. Caso a família fosse pequena, deveria juntar-se a outra vizinha. Ex.12.4
·         O Cordeiro seria sem mácula de um ano de idade e primogênito.
·         Deveria ser assado inteiro e comido com pães asmos e ervas amargas. Ex. 12.8.
d) SÍMBOLO NEOTESTAMENTÁRIO
O Cordeiro – Simboliza Cristo, a libertação do pecado – Jo.1.36. João afirmou: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.
·         Era sem defeito – Ex.125; I Pe. 1.18-19.
·         Foi sacrificado, no entanto seus ossos não foram quebrados. Ex. 12.46; Sl. 34.20; Jo. 19.36.
·         O sangue foi derramado para a expiação dos pecados: era o penhor da salvação. Ex. 12.13; I Jo. 1.7
·         Foi comido na páscoa. Mat. 26.26
Os pães asmos – Simbolizam pureza. O pão deveria ser sem fermento.
·         A proibição baseava-se em que o fermento é um agente de decomposição e servia de símbolo da corrupção moral, e também de doutrinas falsas. Mt.16.11; Mc.8.15.
·         Na nossa comunhão com Cristo não pode haver impureza.
·         A ausência do fermento simboliza a santidade de vida que no serviço de Deus.
Ervas amargas – simbolizavam a amargura que o cordeiro iria passar e a amargura das almas humanas por causa do pecado. Hoje, todas as vezes que celebramos a Ceia do Senhor, relembramos o grande feito da nossa redenção feita não por Cordeiro, não mais por um cativeiro físico, mas pelo próprio filho de Deus.
“Podemos dizer que o Egito foi o Calvário da nação hebraica, como o Calvário de Jerusalém foi o nosso Calvário”.
Sangue – A garantia do perdão – “sem derramamento de sangue não há remissão de pecados”, Heb. 9.22. O Sangue de Jesus Cristo, seu filho, nos purifica de todo o pecado. I Jo. 1.7. O pecado do homem foi coberto pelo sangue propiciatório do cordeiro de Deus.
II – A PÁSCOA NOS NOSSOS DIAS E OS SEUS SÍMBOLOS
a) INSTITUÇÃO – A festividade da páscoa foi fixada pelo Concílio de Nicéia em 325 d.C..É uma festa anual da Igreja Católico Romana, comemora a ressurreição de Cristo.
b) OS SÍMBOLOS
O coelho – Substituíram o cordeiro período pelo coelho, como símbolo de fecundidade (chegando até produzir aproximadamente cento e dez filhotes por ano). Apareceu por volta de 1915, na França. A sua cor e sua rapidez contribuíram para o seu lugar na simbologia. Dizem mais que ele representa a morte e a ressurreição de Cristo pelo fato de alguns que habitam em lugares frios e nevados hibernam e só saem da caverna quando chegam à primavera. Sabemos que não podemos aceitar tamanha aberração, pois em toda a Bíblia encontramos o Cordeiro e não o coelho como símbolo de Cristo.
O ovo – O ovo significando começo, origem de tudo. Quando incubado, dele sai vida, porque nele está contido a vida. Em Cristo não está contido a vida, Ele é a própria vida. João 11.25.
Está presente na mitologia antiga, nas religiões do oriente, nas tradições populares e numa grande parte da Cristandade. Na idade média os europeus adotaram o costume chinês de enfeitar o ovo. Em 1928 surgiram os ovos de chocolate que industrializaram em larga escala.
No século XVIII a Igreja Católica Romana adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo.
O peixe – É símbolo de Cristianismo. Dizem que no passado quando os cristãos se reuniam, faziam desenho de um peixe. Na semana santa, não comem carne, por causa do corpo de Cristo e substituíram a carne por peixe, mas na páscoa judaica comiam cordeiro.
Estes símbolos modernos são uma mistura de mitologia pagã com a simbologia cristã paganizada.
III – A PÁSCOA PARA OS EVANGÉLICOS
Para os evangélicos, a Páscoa tem apenas valor histórico e figurativo. O que tem sentido e valor para nós é a Ceia do Senhor, pois Jesus quando comeu a última páscoa com seus apóstolos antes do sofrimento, deu um caráter todo especial ao acontecimento. Lc. 22.15. Ele estava instituindo a Ceia que, para nós, os cristãos, substituía a páscoa – Lc. 22.15-20.
A Páscoa Bíblica, portanto, consumou-se em Cristo, que a instituiu como um novo memorial – a sua Ceia, na qual o crente comemora a morte do Senhor até que Ele venha. Não há no Novo Testamento mais lugar para a páscoa ou outras festividades mosaicas, as quais foram abolidas na cruz, juntamente com outras ordenanças, como sombras das coisas futuras, espirituais, pertencentes à dispensação da graça.

CONCLUSÃO

O apóstolo Paulo nos adverte em sua I carta a Timóteo, 4. 1-3. Não envolvemos com tais tradições mas, nós que provamos do novo nascimento, que tornou-se real com o sacrifício do filho de Deus, o verdadeiro Cordeiro pascoal, recordemos-nos do Calvário constantemente independente de uma data fixada no calendário anual. Temos em nós esse Cristo ressurreto. Aleluia!

sábado, 7 de novembro de 2015

Os Acessórios e a Porta Estreita


Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. Mateus 7:13,14
 
Quando eu penso nessa passagem, penso essencialmente em duas coisas:
1            I - Em uma porta tão estreita e tão apertada, que alguém só conseguiria entrar se estivesse vestindo apenas a roupa com a qual nasceu. 
           II - Nas roupas usadas em uma estação de esqui em uma temperatura muito abaixo de zero graus.

Enquanto meu pensamento percorre esses dois limiares (porta estreita e excesso de vestes), faço diversas analogias:
1 - No começo do versículo 13 a primeira palavra que aparece está no imperativo: “Entrai”. Isto é uma ordem. Não existe aqui uma condicionante. A ordem é direta: “Entrai pela porta estreita”! Teremos sempre que entrar por uma porta. Há recompensas para as escolhas que fazemos. Neste contexto temos duas escolhas: Porta estreita e porta larga. Deus não nos fez robôs, Ele nos deu livre arbítrio, livre direito de escolhermos o que queremos. Porém, por sua infinita misericórdia e amor, Ele mesmo nos faz uma propositura e nos dá a direção correta a seguir para termos o “Bom Prêmio”.
2 - A parte “B” do versículo 14 nos explica o porquê deste imperativo, o motivo pelo qual deve-se escolher e entrar pela porta estreita: “Ela, a porta estreita, é o caminho que leva a vida”. Então percebo o quão difícil é entrar por esta porta para alcançar a vida, quando a Bíblia diz que “... o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele”. (Mateus 11:12). Muito tenho falado acerca da necessidade das pessoas em receber a Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas. Alguns me perguntam o porquê de conhecidos seus que se dizem cristãos têm comportamentos piores que não cristãos e eu lhes respondo que muitas pessoas querem que alguém pague suas dívidas, mas não pensam em servir àquele que lhes fez esse favor. Ou seja, muitos recebem a Jesus como seu salvador, mas não o aceitam como seu Senhor. Se eu tenho Jesus como meu Senhor, tenho que fazer o que Ele me diz que eu devo fazer e não o que o mundo, meu coração, minha cabeça, meus pensamentos e sentimentos me digam para fazer.
3 - Quando se está em uma estação de esqui tem-se a necessidade de chegar ao alto da montanha para se descer esquiando (e é aí que está a emoção do negócio), para subir usa-se um teleférico onde seus assentos são mais largos que o normal por conta do excesso de roupas que se veste. Se o assento fosse estreito, seria muito incomodo para subir por ele, e penso que não seria assim tão atrativo usar esse meio para subir. Quando falei que lembro disso ao ler a passagem de Mateus 7:13 e 14 é para dizer da porta estreita e da larga. Muita roupa não permite que alguém se sente em um assento estreito para chegar ao alto da montanha, pouca roupa não lhe permitiria estar em um lugar com uma temperatura abaixo de zero por muito tempo. Então se facilita alargando a poltrona. 
4 - Estava ouvindo algo sobre desfile de modas, roupas de etiqueta e etc., e se dizia que isso também é uma forma de se impor diante da sociedade consumista em que vivemos. Como se alguém dissesse assim: “Se eu me visto melhor que você, sou melhor que você”. Tem gente que come muito mal, que não é dizimista, que não é ofertante, não ajuda financeiramente a ninguém, é tacanho, mão de vaca, mas se veste com roupas finíssimas, de marca, roupas da moda. Deve a companhia elétrica, a telefônica, a de água, os cartões de crédito, e etc., mas tem uma fachada bonita, roupas de marca, peça sobre peça. Isso me leva a pensar nas obras da carne como peças de roupas de marcas. Aquelas que adquirimos para nos impor e não gostamos de nos desvencilhar delas. Gálatas 5:19 a 21 nos diz (na NTLH) “19As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes,20 a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, 21as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas.  A ordem de Cristo é a de nos desfazermos das obras da carne, contudo muitos de nós dizemos que somos cristãos, mas não somos bestas; que somos convertidos, entretanto nosso punho cerrado não é; que, por ser cristão, digo a “verdade” na cara, não importa a quem for e doa a quem doer; entre tantas outras coisas. Desconsiderando o escrito em Romanos 14:1 que diz: “Ora, ao que é fraco na fé, acolhei-o, mas não para condenar-lhe os escrúpulos.” E Romanos 15:1Nós, que somos fortes, temos o dever de suportar as fraquezas dos fracos, em vez de agradar a nós mesmos. ” 
5 - Fico pensando que temos duas portas a entrar; somos nós quem escolhemos em que portas entraremos; recebemos o comando de entrar pela porta estreita; porém, para conseguir entrar na porta estreita, temos que nos desvencilhar das cargas que nós mesmos colocamos em nossos ombros ao longo da vida, como roupas que vamos colocando peça sobre peça em uma estação de frio. E se durante o processo de crescimento natural e intelectual recebemos cargas em nossos ombros, teremos que fazer a viagem contrária... Em Mateus 18:3 e 4 Jesus nos diz: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não mudarem de vida e não ficarem iguais às crianças, nunca entrarão no Reino do Céu. 4A pessoa mais importante no Reino do Céu é aquela que se humilha e fica igual a esta criança. Isso significa dizer que nós temos que nos desfazer das “Roupas carnais” que adquirimos durante toda a nossa vivencia terrena e voltar a inocência de uma criança que é obediente e que confia em seus pais não importando a situação e que ainda não conheceu as obras carnais. Por isso seu estado de inocência é o padrão que Jesus estipula para seus seguidores.
6 - Se alguém continuar carregando todas as cargas que a vida lhe trouxe, não conseguirá entrar pela porta estreita, pois ela “É da largura do seu corpo com as roupas com as quais nasceu”, por isso o verso 13 de Mateus 7 diz: “porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;.   Tornar-se como uma criança em Mateus 18:3 e 4 é equivalente a abandonar o acúmulo de “roupas”. Para entrar pela porta estreita o ser humano precisa se despir da Camisa da imoralidade sexual; do Colete da impureza; da Gravata das ações indecentes; do Cinturão da adoração de ídolos;  das Meias das feitiçarias; das Calças das inimizades; dos Anéis das brigas; do Vestido das ciumeiras; do Sobretudo dos acessos de raiva; do Chapéu da ambição egoísta; do Sapato da desunião, do Lenço das divisões; da camiseta das invejas; das Luvas das bebedeiras, dos Brincos das farras e dos Cordões de tantas outras coisas parecidas com essas. 
7 - O evangelho que temos visto hoje, no meio da irmandade, é um evangelho muito diferente. Que o Senhor tenha misericórdia de nós! Um evangelho no qual o homem está no centro e que suas necessidades têm que ser satisfeitas. Crentes imorais, impuros, indecentes, idólatras, feiticeiros, inimigos de Deus e dos homens, briguentos, ciumentos, iracundos, ambiciosos e egoístas, contenciosos, classicistas, invejosos, que falam o que querem sem importar a quem ferirão, farristas e fanfarrões... Esse não é o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo! Como diz em Romanos 1 de 29 a 32: “Tornaram-se cheios de toda sorte de injustiça, maldade, ganância e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia. São bisbilhoteiros, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos; inventam maneiras de praticar o mal; desobedecem a seus pais; são insensatos, desleais, sem amor pela família, implacáveis. Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam.

A vontade de Deus é a de que entremos pela porta estreita; que nos desvencilhemos das obras da carne que agem como peças de roupas que são colocadas sobre nosso corpo; que tomemos a decisão de deixa-Lo ser o Senhor de nossas vidas; para que sejamos daqueles que encontram a vida eterna.

Lembre-se: Com acessórios, você não conseguirá entrar pela porta que Jesus quer que você entre!

Mateus 11:12 “... o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele”.

Mateus 18:3-4 Jesus nos diz: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não mudarem de vida e não ficarem iguais às crianças, nunca entrarão no Reino do Céu. 4A pessoa mais importante no Reino do Céu é aquela que se humilha e fica igual a esta criança.

Diante desta palavra, qual será sua atitude?

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Conclusão - O que fazer quando a vida implode?

O que fazer quando a vida implode? (Conclusão)
Jó 1:1-22
Cena inicial
Jó e sua família

1 Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.
2 Nasceram-lhe sete filhos e três filhas.
3 Possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; era também mui numeroso o pessoal ao seu serviço, de maneira que este homem era o maior de todos os do Oriente.
4 Seus filhos iam às casas uns dos outros e faziam banquetes, cada um por sua vez, e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles.
5 Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus em seu coração. Assim o fazia Jó continuamente.

Satanás põe em dúvida a sinceridade de Jó

6 Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles.
7 Então, perguntou o SENHOR a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela.
8 Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.
9 Então, respondeu Satanás ao SENHOR: Porventura, Jó debalde (em vão) teme a Deus?
10 Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra.
11 Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face.
12 Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR.

Jó perde os filhos e as riquezas

13 Sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam e bebiam vinho na casa do irmão primogênito,
14 que veio um mensageiro a Jó e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pasciam junto a eles;
15 de repente, deram sobre eles os sabeus, e os levaram, e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova.
16 Falava este ainda quando veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu; só eu escapei, para trazer-te a nova.
17 Falava este ainda quando veio outro e disse: Dividiram-se os caldeus em três bandos, deram sobre os camelos, os levaram e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova.
18 Também este falava ainda quando veio outro e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa do irmão primogênito,
19 eis que se levantou grande vento do lado do deserto e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre eles, e morreram; só eu escapei, para trazer-te a nova.
20 Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou;
21 e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!
22 Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.

Quatro Conclusões Simples
O texto de Jó 1 termina com estas admiráveis palavras: “Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.” (v.22). Ele não perguntou por que, nem acusou a Deus de não amá-lo, não reivindicou seus direitos, não blasfemou e não desistiu de sua fé. Ele simplesmente disse para si mesmo: Se Deus tirou alguma coisa de mim, devo ser grato por ter desfrutado dela por algum tempo.

Quando reflito sobre esta extraordinária história, quatro conclusões me vêm à mente:
1° - Um sofrimento imerecido geralmente acomete pessoas justas;
2° - Deus é a origem e o dono de tudo o que você tem;
3° - Suas provações pessoais estão relacionadas ao propósito de Deus para a sua vida;
4° - As provações servem para aproximá-lo de Deus.

1° - Um sofrimento imerecido geralmente acomete pessoas justas;
Esta, com certeza, é uma lição evidente e, embora a tenhamos ouvido antes, precisamos ouvi-la novamente. Três vezes o texto enfatiza que Jó era um homem justo. O que aconteceu a ele não foi por causa de nenhuma falta moral ou pecado secreto em sua vida. Quando uma tragédia acontece, é uma tendência humana achar que, se a nossa vida fosse melhor, a tragédia nunca aconteceria. Em alguns casos isso é verdade, mas na maioria das vezes não é. Se a história de Jó nos ensina uma lição, esta é que às vezes as pessoas mais piedosas sofrem as perdas mais inexplicáveis. Vamos gravar isso em nossas mentes: Coisas terríveis, as vezes, acontecem com pessoas boas.

2° - Deus é a origem e o dono de tudo o que você tem;
Deus é a origem primeira de tudo o que você tem e Ele tem todo o direito de pegar o que Lhe pertence. Sua casa? É dele. Seu emprego? É dele. Seu futuro? É dele. Sua saúde? É dele. Seus filhos? Sim, até seus filhos são dele. Eles pertenciam a Deus antes de pertencerem a você. Sua esposa ou seu marido? Sim, até mesmo sua esposa ou seu marido. Tudo o que você tem pertence a Deus. E, no final, você terá que devolver tudo a Ele. Ocasionalmente, Ele vai pegar alguma coisa de volta antes de você querer devolver. Mas Ele tem todo o direito, pois é Deus.

3° - Suas provações pessoais estão relacionadas ao propósito de Deus para a sua vida;
Suas provações nunca serão uma consequência da fatalidade do destino ou da falta de sorte. De alguma forma, todas elas estão relacionadas com o propósito de Deus para a sua vida. Se isso não fosse verdade, a Bíblia seria uma mentira. Se você não acreditar nisso, vai acabar perdendo a sua fé. Quando a tragédia acontece, a tendência é procurar uma causa, um motivo, uma explicação, uma cadeia de acontecimentos que venham do passado para explicar a tragédia que você enfrenta no presente. Mas ao procurar as causas, você retrocede, cada vez mais, até finalmente chegar a Deus. E, como eu disse, se você acabar não concluindo que esse acontecimento de alguma forma está ligado ao propósito de Deus para a sua vida, mais cedo ou mais tarde vai perder completamente a sua fé.

4° - As provações servem para aproximá-lo de Deus;
O grande propósito bíblico das provações é aproximá-lo mais de Deus. A questão não é: “Por que isso aconteceu a mim?” Ela é muito mais profunda. É: “Agora que isso aconteceu, vou permanecer leal a Deus?”

“O Que Você Propõe?”
E isso nos leva de volta ao sermão de Arthur John Gossip (primeira parte desta mensagem) e à grande questão: “O Que Fazer Quando a Vida Implode?”. Se nos afastamos de nossa fé em momentos de infortúnio, para onde iremos?  Já não perdemos o suficiente para perdermos mais isso? Se desistirmos de nossa fé quando a vida se desmoronar diante de nós e quando tudo o que mais prezamos nos for tirado, para onde iremos e o que faremos?
O pastor Arthur Gossip disse estas palavras em seu sermão: “Vocês que estão sobre a luz do sol podem acreditar na fé, mas nós que estamos nas trevas precisamos acreditar nela. Não nos resta mais nada além disso”.
Certo pastor em seu sermão disse que, sendo Deus amor, por mais que as coisas fossem mal, os cristãos deveriam louvá-lo. Depois do culto um homem se aproximou dele com grande agitação e disse: “Pastor, eu não posso aceitar o que o senhor disse a respeito de louvar a Deus em meio à maldade e ao sofrimento”. Ele continuou dizendo o que muitas pessoas sentem secretamente: “Eu não acho que quando se perde alguém que se ama para a morte, quando se tem câncer ou quando se perde um emprego, se deva louvar a Deus”. O pastor ficou em silêncio por um momento e respondeu com simplicidade: “O Que Você Propõe, Então?”
 Não lucramos quando nos afastamos de Deus em tempos difíceis. Se nos afastamos dele, perderemos a nossa única fonte de esperança.

Laços Mais Fortes do que Aço
Quando o Pastor Arthur Gossip chegou ao final do seu sermão, disse: “Eu não acho que vocês precisam ter medo da vida. Somos muito frágeis interiormente; e há lugares em que a estrada se torna muito íngreme e solitária. Mas temos um Deus maravilhoso”.
Realmente temos. E como disse o Apóstolo Paulo: O que pode nos separar do amor de Deus? Absolutamente nada! Nem a vida nem a morte, nem a tragédia, nem a dor, nem o sofrimento. Estamos para sempre ligados ao amor dele por laços mil vezes mais fortes do que o aço.


Permanece a questão: O Que Fazer Quando a Vida Implode? Em meio a nossas lágrimas, devemos continuar crendo. Nossa confiança repousa nisto: Aquele que nos trouxe até aqui vai nos levar em segurança de volta para casa.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

(Continuação) O que fazer quando a vida implode?

O que fazer quando a vida implode? (Continuação)
Jó 1:1-22
Cena inicial
Jó e sua família

1 Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.
2 Nasceram-lhe sete filhos e três filhas.
3 Possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; era também mui numeroso o pessoal ao seu serviço, de maneira que este homem era o maior de todos os do Oriente.
4 Seus filhos iam às casas uns dos outros e faziam banquetes, cada um por sua vez, e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles.
5 Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus em seu coração. Assim o fazia Jó continuamente.

Satanás põe em dúvida a sinceridade de Jó

6 Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles.
7 Então, perguntou o SENHOR a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela.
8 Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.
9 Então, respondeu Satanás ao SENHOR: Porventura, Jó debalde (em vão) teme a Deus?
10 Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra.
11 Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face.
12 Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente contra ele não estendas a mão. E Satanás saiu da presença do SENHOR.

Jó perde os filhos e as riquezas

13 Sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam e bebiam vinho na casa do irmão primogênito,
14 que veio um mensageiro a Jó e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pasciam junto a eles;
15 de repente, deram sobre eles os sabeus, e os levaram, e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova.
16 Falava este ainda quando veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu; só eu escapei, para trazer-te a nova.
17 Falava este ainda quando veio outro e disse: Dividiram-se os caldeus em três bandos, deram sobre os camelos, os levaram e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova.
18 Também este falava ainda quando veio outro e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa do irmão primogênito,
19 eis que se levantou grande vento do lado do deserto e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre eles, e morreram; só eu escapei, para trazer-te a nova.
20 Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou;
21 e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!
22 Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.

Quatro Mensageiros do Infortúnio
Agora a cena passa do céu para a terra. Satanás recebeu permissão de Deus para colocar Jó à prova. Observe que isso aconteceu em um dia, “quando os filhos e as filhas de Jó comiam e bebiam vinho na casa do irmão mais velho” (v. 13). Em um momento de grande felicidade, em uma reunião familiar, quando menos se espere a, Satanás ataca.

1° - Os sabeus roubaram o seu gado e mataram os seus servos (vv. 14 e 15);
14 que veio um mensageiro a Jó e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pasciam junto a eles;15 de repente, deram sobre eles os sabeus, e os levaram, e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova.
2° - Um “fogo de Deus” destruiu suas ovelhas e matou os seus servos (v. 16);
16 Falava este ainda quando veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu; só eu escapei, para trazer-te a nova.
3° - Os caldeus roubaram seus camelos e mataram os seus servos (v. 17);
17 Falava este ainda quando veio outro e disse: Dividiram-se os caldeus em três bandos, deram sobre os camelos, os levaram e mataram aos servos a fio de espada; só eu escapei, para trazer-te a nova.
4° - Um grande vento derrubou a casa onde seus filhos estavam festejando e os matou a todos (vv. 18 e 19).
18 Também este falava ainda quando veio outro e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa do irmão primogênito,
19 eis que se levantou grande vento do lado do deserto e deu nos quatro cantos da casa, a qual caiu sobre eles, e morreram; só eu escapei, para trazer-te a nova

Os quatro mensageiros do infortúnio vieram a Jó, um após outro. Por três vezes o texto diz: “Estando este ainda falando” (vv. 16, 17 e 18). Em questão de minutos, Jó perdeu tudo o que tinha de mais precioso: Sua imensa riqueza desvaneceu-se, seu império ruiu, seus trabalhadores foram assassinados e seus filhos, mortos.
É a pior coisa que pode acontecer. Quando acontece uma tragédia, geralmente outras se seguem. Ao que nós pensamos: “Esta deve ser a pior coisa que me poderia acontecer”! É quando então ouvimos outra batida na porta... Exatamente quando parece que as coisas não poderiam ficar piores, o chão novamente se abre sobre nossos pés!

Acima de 370
Você já fez algum desses testes para medir o nível de estresse em sua vida? Geralmente, eles apresentam uma lista de cerca de 50 eventos causadores de estresse e atribuem pontos para cada um deles. Alguns acontecimentos têm um valor relativamente baixo:
·         Mudar-se para uma nova casa: 20 pontos
·         Problemas com parentes por afinidades: 29 pontos

Outros produzem muito mais estresse:
·         Divórcio: 73 pontos
·         Morte do esposo ou esposa: 100 pontos

Você simplesmente marca os eventos que aconteceram nos últimos 12 meses e soma os pontos. De acordo com o teste, se o total de pontos para um ano ficar entre 0 e 150, você somente 37% de chance de passar por uma crise mental ou emocional séria nos próximos dois anos. Se a soma de pontos ficar entre 150 e 300, essa probabilidade eleva-se para 51%. Mas se você tiver mais de 300 pontos, tem 80% de chance de enfrentar uma séria crise mental ou emocional. O nível de estresse em sua vida está simplesmente elevado demais.
Mas Jó perdeu tudo... E não foi em um ano, seis meses ou algumas semanas... Foi em uma só tarde! Isso nos ensina uma séria lição: A tragédia não faz distinção de pessoas. Você pode estar no topo do mundo e perder tudo em um piscar de olhos. A tragédia pode vir a uma casa repetidas vezes e não há nada capaz de impedi-la.

Agora só nos resta saber qual foi a reação de Jó.

Das Lágrimas à Adoração
20 Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou;
Há tristeza genuína
O verso 20 nos fala de atos de um homem cujo coração foi destroçado. Isso são demonstrações públicas de dor, comparável a se vestir de preto para um funeral.
Alguns cristãos pensam que é errado lamentar uma grande perda. Eles acreditam que as lágrimas são uma demonstração da falta de fé em Deus. Mesmo quando a perda é grande, eles acreditam que é sinal de devoção manter a serenidade e não demonstrar sofrimento. Eles têm até dificuldade em lidar com pessoas que demonstram grande emoção depois de uma grande perda.
O Pastor Ray Pitchard relata de um encontro com um amigo seu, dizendo: “Lembro de ter conversado sobre isso com um amigo que me contou que quando seu pai morreu ele não chorou, nem uma vez sequer. Ele simplesmente chamou o serviço funerário e pronto. Quando eu lhe disse que já havia chorado muitas vezes só de lembrar da morte de meu pai, ele simplesmente não conseguiu entender. Para ele, as lágrimas eram sinal de fraqueza”.
Mas a Bíblia nunca disse isso. Ela conta que “Jesus Chorou” (Jo. 11:35). Abraão, Davi e Jeremias foram homens de carne e osso que não tiveram vergonha de gemer, chorar, prantear e usar roupas de luto. Ninguém acreditava em Deus mais do que eles; contudo, não tiveram vergonha de deixar que os outros vissem o seu sofrimento.
O verso 15 de Hebreus 4 nos diz: 15 Não temos um sumo sacerdote que não se sensibiliza com nossas tristezas...”. Jesus sabe o que estamos passando porque Ele esteve aqui conosco. Ele sabe o que é morrer com o coração partido. Se o nosso Senhor não se envergonhou de suas lágrimas, não devemos nos envergonhar das nossas.
Jó adora a Deus
20 ... lançou-se em terra e adorou;
Aqui está a reação final do homem de fé diante de uma inexplicável tragédia. Ele chora e depois adora. É isso o que diferencia os cristãos das outras pessoas do mundo. Elas choram e nós também choramos. Depois disso, elas ficam com raiva e nós cultuamos a Deus. Nossa tristeza é tão real quanto a delas, mas a tristeza delas leva apenas ao desespero, enquanto que a nossa tristeza nos conduz à fé.

Nu Saí, Nu Tornarei Para Lá
21 e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!

O verso 21 nos mostra a grande prova de fé de Jó. Ele diz três coisas:

As três coisas:
1.       “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei”;
2.       “O Senhor o deu e o Senhor o tomou” e
3.       “Bendito seja o nome do Senhor”.

1.       Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei.
Isto é literalmente uma verdade e qualquer marido que esteve presente na sala de parto pode testemunhar. Todos os bebês nascem nus. Temos uma expressão para isso: Dizemos que eles estão usando a “roupa com a qual vieram ao mundo”. Mas isso também é verdade para o outro extremo da vida. Nós vamos partir para a eternidade com “as mesmas roupas que viemos ao mundo”! Não trazemos nada e não vamos levar nada conosco. Às vezes, quando uma pessoa morre, perguntamos: “O que ela deixou?”. A resposta é sempre a mesma: “Deixou Tudo”! Tem um provérbio italiano que diz: “O último paletó não tem bolsos”. Certa vez, Billy Graham disse assim: “Nunca se vê um carro-forte seguir um carro fúnebre. Quando morremos, deixamos tudo para trás.
Tudo o que temos nos é dado como empréstimo temporário. Não importa o quanto recebemos nesta vida, nada fica conosco. No fim, temos que devolver.

2.       O Senhor deu e o Senhor tomou.
Esse é o homem de fé falando. Essa declaração sobrepuja a primeira. É verdade que deixamos tudo para trás. Mas o homem de fé compreende que tudo o que temos nunca foi nosso primeiro. Tudo o que temos nos foi dado por Deus. Ele pode pegar o que é seu de direito a qualquer momento que desejar. Sendo Deus, Ele não tem que pedir nossa permissão para pegar de volta e nem precisa se explicar depois.

3.       Bendito seja o nome do Senhor.
Agora, a fé que Jó possuía se eleva ao nível mais alto. Ele perdeu tudo: sua riqueza, seus trabalhadores, seus filhos. Tudo o que ele considerava precioso em sua vida lhe foi arrancado das mãos. Mas, em meio ao sofrimento, Jó louva a Deus.
E aqui está o ponto mais importante: Jó extrai seu argumento de louvor da amargura do sofrimento. Sua perda o remete de volta à bondade de Deus. Cada sofrimento é um lembrete de como Deus foi bom com ele.

Alguém já disse que “a magnitude da perda determina o tamanho do presente”. Quanto maior a tristeza, maior deve ter sido a alegria. Cada lágrima é uma forma de dizer: “Obrigado, Senhor, pelo que me deste”. No caso de Jó, quanto mais ele se entristece, mais bendiz o nome do Senhor.