terça-feira, 15 de novembro de 2011

Decidindo Vencer em Tempos de Crise

Texto: 2 Cr 20.1-22
 
“Depois disso, os moabitas e os amonitas, com alguns dos meunitas, entraram em guerra contra Josafá. Então informaram a Josafá: "Um exército enorme vem contra ti de Edom, do outro lado do mar Morto. Já está em Hazazom-Tamar, isto é, En-Gedi". Alarmado, Josafá decidiu consultar o Senhor e proclamou um jejum em todo o reino de Judá. Reuniu-se, pois, o povo, vindo de todas as cidades de Judá para buscar a ajuda do Senhor. Então Josafá levantou-se na assembléia de Judá e de Jerusalém, no templo do Senhor, na frente do pátio novo, e orou: "Senhor, Deus dos nossos antepassados, não és tu o Deus que está nos céus? Tu governas sobre todos os reinos do mundo. Força e poder estão em tuas mãos, e ninguém pode opor-se a ti. Não és tu o nosso Deus, que expulsaste os habitantes desta terra perante Israel, teu povo, e a deste para sempre aos descendentes de teu amigo Abraão? Eles a têm habitado e nela construíram um santuário em honra do teu nome, dizendo: ‘Se alguma desgraça nos atingir, seja o castigo da espada, seja a peste, seja a fome, nós nos colocaremos em tua presença diante deste templo, pois ele leva o teu nome, e clamaremos a ti em nossa angústia, e tu nos ouvirás e nos salvarás’. "Mas agora, aí estão amonitas, moabitas e habitantes dos montes de Seir, cujos territórios não permitiste que Israel invadisse quando vinha do Egito; por isso os israelitas se desviaram deles e não os destruíram. Vê agora como estão nos retribuindo, ao virem expulsar-nos da terra que nos deste por herança. Ó nosso Deus, não irás tu julgá-los? Pois não temos força para enfrentar esse exército imenso que está nos atacando. Não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos se voltam para ti". Todos os homens de Judá, com suas mulheres e seus filhos, até os de colo, estavam ali de pé, diante do Senhor. Então o Espírito do Senhor veio sobre Jaaziel, filho de Zacarias, neto de Benaia, bisneto de Jeiel e trineto de Matanias, levita e descendente de Asafe, no meio da assembléia. Ele disse: "Escutem, todos os que vivem em Judá e em Jerusalém e o rei Josafá! Assim lhes diz o Senhor: ‘Não tenham medo nem fiquem desanimados por causa desse exército enorme. Pois a batalha não é de vocês, mas de Deus. Amanhã, desçam contra eles. Eles virão pela subida de Ziz, e vocês os encontrarão no fim do vale, em frente do deserto de Jeruel. Vocês não precisarão lutar nessa batalha. Tomem suas posições; permaneçam firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes dará, ó Judá, ó Jerusalém. Não tenham medo nem se desanimem. Saiam para enfrentá-los amanhã, e o Senhor estará com vocês’ ". Josafá prostrou-se, rosto em terra, e todo o povo de Judá e de Jerusalém prostrou-se em adoração perante o Senhor. Então os levitas descendentes dos coatitas e dos coreítas levantaram-se e louvaram o Senhor, o Deus de Israel, em alta voz. De madrugada partiram para o deserto de Tecoa. Quando estavam saindo, Josafá lhes disse: "Escutem-me, Judá e povo de Jerusalém! Tenham fé no Senhor, o seu Deus, e vocês serão sustentados; tenham fé nos profetas dele e vocês terão a vitória".” 2 Crônicas 20:1-20


Introdução
          
          Josafá e toda a nação de Judá estão em grande aperto. A Palavra de Deus nos diz que o rei Josafá “andou no caminho de Asa, seu pai, e não se desviou dele, fazendo o que era reto perante o Senhor” (2 Cr 20.32). No entanto, mesmo um rei como ele, que tomou medidas importantes quanto à justiça e à vida religiosa da nação de Judá (2 Cr 19.4-11), buscando colocar sua vida e a de todo o povo na presença de Deus, teve seus momentos dramáticos, de grandes dificuldades e aperto.
          No texto lido, observamos que esteve diante de situação de medo, insegurança e desespero, quando se viu diante dos exércitos moabitas e amonitas. Apesar disso, ele buscou em Deus a saída e saiu vitorioso.
 

OS PASSOS PARA A VITÓRIA EM TEMPOS DE CRISE.
 

         Sabemos que nesses dias que precedem o fim dos tempos, os exércitos inimigos se levantam contra a Igreja de Jesus, procurando obter vitórias, levando muitos cristãos para situações semelhantes à de Josafá. É provável que estejam sofrendo esses ataques do inimigo (opressão, medo e insegurança), justamente no momento em que procuram acertar suas vidas com o Senhor. É nessa hora que podemos observar as várias formas com que muitas pessoas se portam: uns murmuram, reclamam de Deus por permitir que tais coisas aconteçam, outros, abandonam a fé, a Igreja e seus projetos de permanecerem na presença do Senhor, mas outros, no entanto, buscam uma saída correta, agem como Josafá, que deu alguns passos estratégicos que o conduziram à vitória.
 

1. Josafá reconheceu a sua situação e foi buscar socorro no Senhor (v.1-6).

       A verdade é que há momentos em que até rei tem medo, até crente, cheio do poder, tem medo! É um erro grave não confessar isso diante do Senhor, pois pode sinalizar uma espiritualidade falsa. Confessar a Deus e buscar a solução é uma coisa, viver em função do medo é outra. Como filhos do Deus vivo, não podemos ser paralisados e vencidos pelo medo. Nossos medos, ao contrário, devem nos levar a buscar mais ao Senhor, e jamais fugir dEle ou da batalha, como muitos fazem, abandonando o Senhor, a fé, a Igreja, os amigos.

       Toda crise deve nos levar à confissão, à busca do Senhor, à permanência com o povo de Deus. É preciso parar de murmurar, de reclamar da situação. A solução vem quando nos ajuntamos para buscar no Senhor a saída e a vitória. Na hora da crise é necessário o ajuntamento da família, da célula e do discipulado em jejum e oração diante do Deus de poder e das maravilhas.
 

2. Josafá trouxe à memória as alianças e as promessas de Deus (v. 7-13). 

       A questão não era se Deus tinha se esquecido ou não das Suas palavras, porque isto é impossível (a única coisa de que Deus se esquece é dos nossos pecados confessados e arrependidos). Confessar as alianças e promessas de Deus é para que nos lembremos que Ele tem compromisso conosco e é absolutamente fiel, o que nos fortalece na fé e na esperança.

      A confissão sistemática das alianças e promessas de Deus tem pelo menos dois efeitos tremendos:
1) enchem os céus sobre as nossas cabeças com as sementes de vitória, tirando nossos olhos das circunstâncias e do inimigo, voltando-os para o Senhor; e 
2) são decretos proféticos contra as crises, porque se tornam palavras de ordem contra a voz do inimigo, neutralizando o caos que toda crise quer instalar.
 

3. Josafá se colocou na posição certa, por isso ouviu o consolo e as estratégias do Senhor (v.14-17). 

       Como é bom saber que o Senhor cuida de nós e toma para si as nossas batalhas. Estando com o Senhor, as “nossas” batalhas não são nossas, são dEle. Diz o texto bíblico que eles estavam em jejum, oração, quebrantamento e confissão, “então, veio o Espírito do Senhor… e disse”. Deus nunca deixa de nos responder; o problema é que às vezes não estamos na posição de ouvi-lO.

       Precisamos nos treinar na prática do quebrantamento diante do Senhor, com jejuns, orações e confissões sinceras. Tais coisas nos “limpam” espiritualmente e nos habilitam quanto a ouvirmos a direção de Deus para nossas vidas em muitas situações. É preciso tempos de jejum e orações específicos em família, nas células, nas equipes de discipulado, para que o Deus de maravilhas seja glorificado no meio das adversidades.
 

4. Josafá adorou, obedeceu e provou a vitória (v.18-22). 

       Não basta saber Quem o Senhor é e nem o que Ele pode fazer. É preciso agir! Tomar uma atitude de fé, atitude de vencedor no Senhor! Se o Senhor já falou, só nos resta obedecer, isto é, por em prática Seus conselhos e assumir uma atitude de louvor e adoração. Obediência assim mostra que descansamos n'Ele, em plena crise, porque sabemos que a nossa vitória é certa. Até porque adoração, obediência e fé andam de mãos dadas e são garantia de vitória para os santos de Deus.

        É possível que você esteja passando por alguma crise. Talvez esteja lutando contra as hostes da maldade, enfrentando batalhas ferrenhas a favor do casamento, da família, da célula, do discipulado, das finanças, dos sonhos ministeriais. 
Primeiro, entenda que o inimigo não tem poder para decidir seu futuro; esta decisão é sua e você precisa tomar a decisão de ser vencedor(a);
Segundo, creia que nem toda crise é selo de fracasso, caminho errado ou perda de unção: Josafá estava fazendo tudo certo e a crise bateu na sua porta;
Terceiro, é claro que o Senhor pode nos livrar das adversidades, mas, em geral, quando Ele as permite, é porque Ele quer glorificar o Seu nome no meio delas e nos dar as vitórias mais expressivas de nossas vidas.
 

Conclusão
      
       Siga os passos de Josafá descritos anteriormente e saia vitorioso(a). Mais um detalhe: já lhe ocorreu que talvez o Senhor queira lhe dar mais experiência e maturidade, preparando você para coisas maiores, mais profundas, para conquistar territórios mais amplos?
      
 Fique na paz do Senhor e Shalom!!!


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